Voluntariado: não basta engajar é preciso fidelizar

 

Só porque conseguiu atrair, mobilizar e engajar voluntários, não significa que vai conseguir retê-los, fidelizá-los, mantê-los. Todos reconhecem a importancia do voluntariado, tanto para quem faz como para quem recebe e até promove a ação. 

Mas quanto as organizações dedicam e investem em comunicação, gestao para reter as pessoas que  aderiram a causa e para que realmente se interessem e permaneçam? 

Voluntários são a força vital de uma organização e manter um programa organizado e transformador exige excelência de gestão, dedicação e liderança.

 

Sete dicas para  apoiar o gestor do programa de voluntariado e inspirar os voluntários a permanecerem na organização:

 

  1. Alinhe as expectativas: a todo momento é preciso comunicar-se com clareza. Deixe o voluntário falar.  Escute também com o coração o que o voluntário tem a dizer e como deseja contribuir mais e melhor. 

  2. Seja pessoal: cada voluntário quer se sentir único e importante. Ele precisa saber e principalmente sentir que a organização e o gestor do programa de voluntariado se importam com ele. 

  3. Construa uma rede de confiança, amizade e respeito: o voluntário deve saber que a ação é pontual e local, mas que faz parte de uma causa e um movimento muito maior e global. Há mais pessoas que se somam formando um grupo que atua em outros horários e até locais, todos objetivando o mesmo. 

  4. Forme, informe, treine e forneça o necessário: o voluntário precisa se sentir seguro e confiante na ação que vai realizar, para isso é fundamental orientar e oferecer as informações e equipamentos necessários para ele realizar com bons resultados a atividade. 

  5. Respeite o tempo:  o bem mais precioso e valioso que o voluntário oferece é o seu tempo! É doação e entrega. Se quer que haja comprometimento é fundamental ser comprometido com o tempo oferecido. 

  6. Seja grato: diga obrigado. Mostre apreço. Sempre agradeça aos seus voluntários, certifique-se de que está demonstrando apreciação honesta e genuína do trabalho que ele realiza. Embora os voluntários não possam ser recompensados ??monetariamente existem outras formas de se sentirem valorizado.

  7.  Mostre  o resultado: o voluntário quer e tem o direito de saber sobre o impacto que a atividade realizada está promovendo em quem recebe a ação. Compartilhe de forma transparente  o quanto a sua atividade, as horas e energia oferecidas estão contribuindo e agregando ao projeto. Ele merece saber tudo o que acontece graças a sua participação.

 

O  fundamental:  todo voluntário deve sentir e perceber-se transformado depois de seu dia, suas horas de voluntariado! 

O Voluntariado mostra que existem outras formas ocupar de forma produtiva e gratificante o tempo, que é livre de remuneração, dinheiro, mas que impacta seu  desenvolvimento pessoal, gera orgulho e alegria pelo trabalho realizado e pelo legado que está construindo. 




 

Silvia Maria Louzã Naccache é Palestrante e Consultora na área de Voluntariado, Responsabilidade Social, Desenvolvimento Sustentável e Terceiro Setor. Conteudista das Plataformas Altrus, Captamos, da revista Filantropia e da Escola Aberta do Terceiro Setor. Articula parcerias com organizações da sociedade civil, governos, escolas, universidades e empresas. Organiza, ministra e facilita cursos, palestras, oficinas e eventos. Conselheira voluntária da Associação Vaga Lume e da ABRAPS - Associação dos Profissionais pelo Desenvolvimento Sustentável. Representante no Brasil da organização Impact2030 e voluntária no grupo de trabalho de Humanização do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer. Coautora do livro Voluntariado Empresarial - Estratégias para Implantação de Programas Eficientes. Membro organizadora do Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial desde 2009. Coordenou por 14 anos o Centro de Voluntariado de São Paulo. Graduada em Ciências Biomédicas pela UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo.  silvia.louza.naccache@gmail.com

 


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